Bom dia pessoal
Segue link de leitura sobre matéria publicada no jornal carioca "O Globo" sobre o impacto da produção do iphone.
Caso não consiga acessar o link acima,
acesse a matéria pelo link a seguir que o levará ao drive -
https://drive.google.com/file/d/13vRyaYaiFH0EtEHP6GKJqDiHtYOFGMM_/view?usp=sharing
Após a leitura, vocês deverão responder às seguintes perguntas:
Matéria abaixo
Acesso em 14/04/2025
Um produto, 30
países: conheça a engenharia global do iPhone, poupado, por ora, do ‘tarifaço'
de Trump
De
chips taiwaneses a lentes chinesas, infográfico do GLOBO destrincha a cadeia da
Apple com 181 fornecedores e expõe limites de 'guerra tarifária'
O “Made in China" não explica tudo. Para um iPhone chegar às mãos de um consumidor nos Estados
Unidos ou no Brasil, mais de uma centena de empresas produzem
componentes, muitos de alta tecnologia, em três dezenas de países ao redor do
mundo — a maioria deles na Ásia, o alvo inicial da guerra
tarifária deflagrada por Donald Trump.
Desde a semana passada, analistas e consultorias
vinham estimando o que iria acontecer com o preço do iPhone com as tarifas do
presidente americano. Em geral, apontavam que o aparelho poderia dobrar de
preço no mercado americano. Caso fosse um dia produzido nos EUA, poderia ficar
até três vezes mais caro. Em um recuo, Trump isentou aparelhos celulares do
"tarifaço" na noite de sexta-feira. No domingo, porém, prometeu que
celulares e computadores terão uma tarifa específica e que vai avaliar toda a
cadeia de suprimentos eletrônicos.
Análise do GLOBO da cadeia produtiva do smartphone
mostra por que o iPhone se tornou símbolo dos impactos — e dos limites — da
guerra tarifária de Trump.
Antes de chegar aos seus principais mercados, o
aparelho que é o carro-chefe da Apple — no
último trimestre de 2024, o iPhone respondeu por 55,6% do faturamento da
companhia em vendas — ainda precisa ser montado em países como China e Índia.
Brasil e Vietnã também produzem o aparelho, mas em menor escala.
O iPhone não tem sequer as câmeras, hoje capazes de
filmarem até em 3D, produzidas integralmente por uma única empresa em um único
país. A Sony,
responsável pelos sensores, fornece os componentes da Apple a partir de cinco
países (Japão, Taiwan, Tailândia, Coreia do Sul e Malásia). Já as
lentes, que ajustam o foco e direcionam a luz até o sensor, são produzidas pela
Largan Precision, de Taiwan, e pela Sunny Optical, da China.
Pode-se dizer que, nesse intricado sistema de
produção globalizado (o terror de Donald Trump),
os iPhones têm ao menos os vidros com a etiqueta “Made in U.S.A.", já que
o componente é produzido pela americana Corning nos EUA. Ainda assim, a
manufatura vai além dos muros do país — acontece também na China, Coreia do Sul
e em Taiwan.
Produto que mudou a história da Apple e inaugurou a
atual era dos smartphones, o iPhone é um filho da globalização. Em sua décima
sexta geração, o celular é também um exemplo simbólico dos limites da guerra
tarifária deflagrada por Trump — e do porquê a ideia de uma manufatura
americana pode ser distante da realidade.
O economista Luiz
Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES, lembra que o sistema de
produção global que viabilizou a cadeia e os preços atuais do iPhone não nasceu
por acaso — é fruto de quase meio século de construção de uma lógica
capitalista centrada na redução de custos e na eficiência produtiva, com ganhos
espalhados por diversos países.
Na avaliação do economista, as tarifas de Trump são
uma resposta simplificada a um problema complexo, que inclui as
“externalidades” sociais e regionais que a globalização gerou.
—A origem da produção globalizada é capitalista:
ter o maior lucro possível. Evidentemente que esse processo, em 40 anos,
desenvolveu ganhadores e perdedores.Trump, sem entender como corrigir o sistema
sem desmontá-lo, optou por implodir tudo — avalia o economista, que considera
que os recuos anunciados pelo governo americano demonstram que até a Casa
Branca começa a entender que jogar fora toda essa engrenagem pode significar
"dinamitar o mundo”.
80%
dos iPhones dos EUA vêm da China
Antes da isenção que "salvou" o preço do
iPhone, algumas projeções de analistas apontavam que a guerra de tarifas
poderia fazer o preço do celular custar o dobro no mercado americano, o
principal do aparelho. O banco UBS, por exemplo, estimou que o iPhone 16 Pro
Max de 256 GB, montado na China, teria um aumento de US$ 675 (cerca de R$
4.090).
Grande alvo do
"tarifaço", a China é responsável por 80% da produção de iPhones
destinados aos EUA. A Índia responde por quase 20% do fornecimento, segundo
dados da Counterpoint. A consultoria avalia que embora a Apple tenha margens de
lucro mais altas que as concorrentes — o que poderia amortecer parte do impacto
das tarifas — os consumidores americanos teriam que enfrentar aumentos
significativos nos preços do aparelho.
Analista sênior da Counterpoint para América
Latina, Tina Lu diz que, embora a Apple já estivesse diversificando a produção
final do iPhone para além da China, fabricar em território americano seria caro
e pouco realista, com barreiras que incluem a mão de obra cara. O mais provável
é que a empresa direcionasse a cadeia final para outros países, como a Índia. O
Brasil seria uma opção, não fossem os altos custos envolvidos na produção
local.
— O que sabemos com certeza é que a produção de
novos modelos de iPhone começa com pelo menos três meses de antecedência. Isso
significa que as peças já foram todas compradas pela Apple e a essa altura,
tudo já está encomendado, o que significa que a montagem começa em breve.
Mudanças na cadeia, portanto, não iriam acontecer exatamente nesse momento —
ressalta Lu.
Uma
cadeia de 181 fornecedores
Mesmo antes do
“tarifaço”, a Apple, além de ampliar a produção na Índia, já sinalizava planos
de nacionalizar parte de sua cadeia. Em fevereiro, anunciou a construção de uma
nova fábrica em Houston, no Texas, prevista para 2026 e voltada à produção de
servidores. A empresa nunca citou planos de fabricar os iPhones nos EUA.
Uma realocação da cadeia de produção para os
Estados Unidos, como deseja Donald Trump, não é simples nem rápida. Exige
investimentos pesados, capacidade de financiamento e enfrenta entraves
estruturais, como a resistência de sindicatos à automação industrial. Além
disso, fábricas americanas nem sempre estão no mesmo nível tecnológico de
unidades na Ásia, ressalta Hugo Tadeu, professor e diretor do Núcleo de
Inovação e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral:
— Mesmo que o telefone fosse montado nos EUA, os
componentes continuam vindo de fora. A cadeia produtiva é altamente
fragmentada, e é inviável imaginar que todos os fornecedores se desloquem.
Uma análise do GLOBO
feita a partir do relatório de transparência da cadeia de produção da Apple
mostra a complexidade da produção. A empresa americana trabalha com uma rede de
181 fornecedores, que operam com fábricas instaladas em 29 países. Muitos
produzem componentes em mais de um território. A lista, no entanto, não traz
detalhes dos locais em que o iPhone é montado, o que incluiria o Brasil na
relação.
A maioria das peças que alimenta a produção de
MacBooks, AirPods e iPhones é fabricada Ásia. O relatório de fornecedores da
Apple de 2023 mostra que 33% dos locais de produção estão na China, seguidos
por Taiwan (10%), Japão (8,9%), Vietnã (7,4%) e Coreia do Sul (7%). Os Estados
Unidos respondem por apenas 5% dos pontos de fornecimento listados pela
empresa.
Impacto
viria também para Brasil
A expectativa entre analistas é de que os preços
dos celulares, com as taxações, iriam subir no mundo todo se o plano de Trump
fosse mantido - inclusive com efeito para o consumidor brasileiro, já que as
cadeias de produção e transporte se consolidaram no mundo.
Reinaldo Sakis, diretor da consultoria IDC na
América Latina, ressalta que parte dos componentes chineses para
smartphones passam pelos Estados Unidos, especialmente pelo porto de Miami,
antes de chegarem em outros países, incluindo o Brasil.
— Isso significa que esses componentes já seriam taxados
ali. Ou seja, mesmo para as empresas que produzem no Brasil, há impacto, já que
os insumos chegam mais caros e encarecem o produto final — afirma Sakis,
lembrando que a cadeia de produção fragmentada agrava riscos inflacionários.— O
processador pode vir de Taiwan, a tela da Coreia, a bateria da China. Se cada
um desses componentes for taxado ao longo do caminho, o custo do produto final
dispara, inclusive para os consumidores brasileiros.
1) O que é globalização?
2) A matéria afirma que caso o iPhone seja produzido nos EUA, o valor do produto triplicaria. Por que a matéria afirma isso?
3) Japão, Taiwan, Tailândia, Coreia do Sul e Malásia se localizam em quais continentes e no que é baseada a sua economia?
4) Pesquise o que é manufatura. E qual é a diferença entre manufatura e maquinofatura.
5) Por que a matéria afirma que deslocar a produção do Iphone para os EUA não é simples e nem rápida?
6) Por que a Apple escolheu em sua maioria países asiáticos para realizar a produção do Iphone?
7) Pesquise o que é imposto e qual é o objetivo dos países ao aplicar essas tarifas extras para produtos que são produzidos fora do seu país de origem.
8) Pesquise produtos que você utiliza que são produzidos em outros países, e indique o seu local de origem?
a) Alimentícia -
b) Eletrônicos -
c) Têxtil
d) Extrativismo animal -
e) Extrativismo Mineral -
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